Representantes Discentes

Conselho Universitário

  1. Titular: Bárbara Grayce Guimarães (Letras — FFLCH)
    Suplente: Fabiana Alves do Nascimento (Nutrição — FSP)
  2. Titular: Raul Santiago Rosa (Farmácia — FCF)
    Suplente: Yuri Nunes Silva Luz (EEL)
  3. Titular: Sofia Sayuri Yoneta (Nutrição — FSP)
    Suplente: David Kohan Marzagão (Bacharelado em Matemática — IME)
  4. Titular: Arielli Tavares Moreira (Letras — FFLCH)
    Suplente: Beatriz Yuri Benetti Silva (Geologia — IGc)
  5. Titular: Eli da Silva Ferreira Júnior (Química — IQ)
    Suplente: Mauritz Gregório de Vries (Química — IQ)
  6. Titular: Lucas Oliveira Viana (Artes Plásticas — ECA)
    Suplente: Thales Augusto Carnio Carpi (Relações Internacionais — IRI)
  7. Titular: Winicius Oliveira do Carmo (Ciências Sociais — FFLCH)
    Suplente: Edgar Cutar Junior (Engenharia Florestal — ESALQ)
  8. Titular: Lucas Santos Sorrillo (Engenharia de Materiais — EP)
    Suplente: Ricardo Blanco Saito (Economia — FEARP)
  9. Titular: Gilberto Américo da Silva (Biblioteconomia — ECA)
    Suplente: Mariana Queen Nwabasili (Jornalismo — ECA)
  10. Titular: Gabriela Nunes Machado (Direito — FD)
    Suplente: Sthefane Lara Calazans Santana (Pedagogia — FE)

Relato de Gustavo Boriolo, estudante de engenharia civil e representante discente do Conselho Universitário indicado pela gestão “Todas as Vozes”

A Representação Discente indicada pela gestão “Todas as Vozes” sempre esteve presente nos poucos espaços existentes para os estudantes nos Conselhos Centrais. Infelizmente estes espaços, que deveriam ser por excelência o lugar onde são tomadas as decisões da Universidade, servem apenas para um grande teatro, onde diretores, professores e representantes da “sociedade civil” (leia-se: representante da Federação das Indústrias, da Federação da Agricultura e da Federação do Comércio e outros), se derretem em elogios (com raras exceções) à Administração da Universidade, especialmente ao Reitor, sem nunca contestar qualquer ato ou qualquer item da pauta proposta exclusivamente pelo próprio.

Nosso papel, no entanto, temos cumprido de maneira crítica, primando sempre pela defesa da Universidade pública, gratuita e de qualidade. Uma pena que nunca somos ouvidos pelo prof. João Grandino Rodas, que sequer presta atenção nas falas das representações.

As pautas realmente não são discutidas com antecedência com os estudantes, e isso se deve a uma atitude autoritária da própria Administração, que através de seu Secretário Geral libera a pauta e a convocação do Conselho com pouquíssimos dias de antecedência, muitas vezes as vésperas de feriados inclusive. Porém nossos posicionamentos, como podem ser conferidos nas pautas dos Conselhos, são sempre baseados no acúmulo do Movimento Estudantil, como por exemplo nas resoluções de nosso último Congresso de Estudantes, o X Congresso. Ver resoluções aqui: http://www.dceusp.org.br/xcongresso/

Quanto a prestação de contas, após cada sessão de um Conselho fazíamos a prestação de contas pública sobre os assuntos discutido, os informes da reunião e demais detalhes nas reuniões ordinárias do DCE, realizadas todas as sextas-feiras e aberta a todos os estudantes em nossa sede ao lado do Bandejão Central.

Muitas vezes parecem querer depositar as esperanças de uma transformação na Universidade na atuação dos RD’s nos Conselhos Centrais, mas infelizmente isso é muito difícil, uma vez que estes espaços são altamente burocratizados e anti-democráticos. Só acontece no Conselho aquilo que é de vontade do Reitor. Chegamos ao ponto inclusive do Reitor colocar em votação simples o próprio regimento do CO, quando um dos artigos poderiam nos favorecer. E é claro, apoiado pela imensa maioria, tivemos vetado o uso de um dos artigos do Regimento!!! Se existe alguma possibilidade de diálogo entre a Reitoria e as representações, isso só é possível se a representação falar a mesma língua do Reitor, defendendo os mesmos projetos e assim como já fazem a maioria dos outros membros aplaudindo irrestritamente cada pronunciamento e cada atitude do nada magnífico Reitor.

Acreditamos que enquanto a Universidade não passar por uma transformação radical em sua estrutura de poder, os estudantes não conseguirão se fazer ouvir dentro destas instâncias, afinal, o espaço para a representação discente é mínima! (temos apenas 10 cadeiras, entre mais de 120 cadeiras disponíveis no Conselho Universitário, por exemplo). A luta deve ser feita em cada curso, em cada campus por um processo de estatuinte que transforme radicalmente a estrutura de poder da Universidade de São Paulo!