A REITORIA PEDIU TRUCO! OS ESTUDANTES DE SÃO CARLOS PEDIRAM SEIS! A REITORIA CORREU…

26 de outubro de 2015, 14:52

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Na tarde da última quarta-feira (21/10), os estudantes de São Carlos foram surpreendidos com a notícia de que o Reitor Zago teria enviado a mensagem para o professor Carlos Martins, diretor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP São Carlos, exigindo que fosse feita a reintegração de posse imediata do prédio da prefeitura do campus de São Carlos.

A ocupação foi iniciada no dia 15/10 como reivindicação à volta do bandejão na janta dos dias de semana, e no almoço aos sábados; e à abertura do número de vagas nas creches respectivo à capacidade da creche, tendo em vista o anúncio da não abertura de novas vagas para o ano que vem em nenhuma creche da USP.

Para o bandejão, é fundamental a contratação de mais funcionários. A reitoria apresenta a terceirização como solução dos problemas do bandejão, mas são conhecidos os efeitos problemáticos da terceirização dada a grande piora dos serviços, como presenciado na recente contratação de marmitas terceirizadas no badeijão de Ribeirão Preto. Além disso, são notáveis a precarização do trabalho, menores salários, perda da qualidade e vulnerabilidade do serviço prestado que ser interrompido ou cortado mais facilmente, afetando diretamente os trabalhadores. Mesmo que ocorresse a terceirização, que tem sido propagandeada como a solução do problema do bandejão, não há resolução do problema financeiro da crise, a curto prazo, como se tenta induzir à comunidade universitária. Os funcionários do bandejão continuarão a trabalhar na universidade, sendo apenas realocados em suas funções. Deste modo não há nenhuma economia de recursos.

No caso da creche, esta foi proibida de receber novas crianças no ano de 2016 apesar de ter capacidade para tal. As creches são uma necessidade para que diversos estudantes e funcionários possam exercer normalmente suas funções enquanto seus filhos tenham uma educação adequada. Assim, é irracional a subutilização dos recursos da creche.

Ambas as situações representam uma grave ameaça à permanência estudantil, da qual Zago alega não haver cortes. Se não se tratam de cortes, do que se tratam? Zago tem que assumir uma prioridade pela permanência estudantil, fundamental para que os estudantes tenham plenas condições de realizar seus estudos. Declarar que não ocorrem cortes nesse contexto é apenas demagogia!

Além disso, Zago pode ser o primeiro reitor a executar reintegração de posse no campus de São Carlos, como anunciado pela própria reitoria. Um campus que tem muita tradição de lutas e conquistas, e no qual os próprios prédios de moradia, bandejão e melhorias nos serviços de graduação foram conquistados sob muita luta. Nefasto também é o papel dos diretores que parecem aceitar essa imposição de Zago. De duas uma: ou são coniventes com a política do reitor, ou são incompetentes em defender os interesses da comunidade universitária de seu campus e que representam diretamente.

A primeira reunião de negociação, primeiro passo fundamental, pouco avançou nesse sentido, e infelizmente só ocorreu às portas da ameaça de reintegração de posse. A resposta da reitoria às reivindicações estudantis foi a persistência do pedido da reintegração de posse, em vez de tentar efetivamente resolver o problema e negociar com os estudantes. Logo após a negociação e a decisão dos estudantes em permanecer na ocupação, a iminente ameaça da reintegração caso os estudantes não desocupassem a prefeitura imediatamente se mostrou falaciosa. Um blefe que deu errado!

Se Zago e sua casta de dirigentes acham que irão implementar seu modelo de desmonte da universidade, estão enganados. Enquanto a reitoria alega não haver dinheiro para contratação, são denunciados escândalos de corrupção com desvio de verbas públicas envolvendo Zago e as fundações da universidade. Os estudantes de São Carlos dão o recado. Queremos diálogo, não truculência.

Exigimos a volta imediata das refeições cortadas do bandejão! Pela abertura de vagas nas creches! Queremos a abertura de contratação de funcionários públicos! #ContrataZago

 

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