Ata da Primeira Assembleia Geral dos estudantes de 2015 (16/04)

20 de abril de 2015, 13:58

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ASSEMBLEIA GERAL DE ESTUDANTES DA USP
16 de abril de 2015

INFORMES
– SINTUSP – trabalhadores da prefeitura do campus paralisados há 9 dias contra o assédio moral; 50% dos funcionários do bandejão estão doentes; prefeitura do campus amanheceu ocupada pela polícia; amanhã ato às 11h30 na prefeitura do campus contra a ação policial e o assédio moral da chefia; NÃO TEM ARREGO!!!; péssimas condições de trabalho (ratos, teto caindo, fiação exposta, banheiro dentro da cozinha); os funcionários estão desde Junho/14 tentando diálogo com o prefeito; ATO AMANHÃ 11h30 NA PREFEITURA DO CAMPUS
– COLETIVO LÉLIA GONZALEZ – acusações de estupro de alunos da Sociais e Filosofia; MACHISTAS NÃO PASSARÃO!!!
– EACH – durante as férias desse ano, a direção retirou o espaço dos estudantes; foi feita ocupação na incubadora de empreendedorismo faz 51 dias;
– Luan (História) – metroviários foram reintegrados;
– Dia de paralisação: bloqueio de grandes avenidas e paralisações, 40 mil pessoas; contra o reajuste dos governos federal e estadual, contra a PL 4330;
– Campanha por permanência; dia 30 sai resultado das bolsas do CRUSP; GT de permanência do CRUSP;
– CAVC – estudantes da FEA aprovaram, em assembleia, cotas sociais e raciais; 3 comissões: cotas, catracas, direitos humanos;
– Ana (História) – Seminário de Negros e Negras da USP; reunião do seminário amanhã, 19h, ponto de encontro: vão da História
– Gustavo – convite para a QiB
– COLETIVO MARIA BONITA – foi incluída na grade a disciplina de História e Gênero, depois de muita luta e organização das estudantes e professoras
– FAU – a diretoria quer tomar o piso do museu, que é dos estudantes; há um processo adm do diretor contra a presidente e vice da atlética por causa das festas
– PSICO – H.U. fechou vários serviços por conta do PDV; Zago se nega a abrir contratações;
– TRANSA USP – denúncia: seguranças em festa da Letras ameaçaram duas pessoas trans de morte; cobra-se resposta do C.A. da Letras
– Paula (História) – Rede Municipal: paralisação dia 28 às 14h com ato em frente à Prefeitura; Rede Estadual: em greve, ontem houve ocupação na ALESP, fechadas 3 mil salas, foram demitidos 20 mil professores (temporários); ATO AMANHÃ ÀS 14h EM FRENTE AO MASP
– R.I – estudantes a favor de cotas; com a greve de 2013, conseguiram reformulação do regimento
– UNIFESP – estudantes em greve há 3 semanas por terem sido retirados os ônibus da ponte orca (fretados gratuitos que foram fruto da greve), além de permanência
– FRENTE DE CURSINHOS POPULARES – Marcha Pró-Cotas em 13/05 (ainda em organização)
– Fabio (Geografia) – frente de mobilização contra a redução da maioridade penal, reunião 27/04 às 20h na Câmara Municipal; 28/04 ATO NA FRENTE DA SANFRAN 18h
– Marci Radical – denunciou caso de racismo do CTR no jornal da ECA e está sofrendo sindicância por conta disso
– Diretoria vai instalar catracas no IGC; estudantes são contra
– OCUPAÇÃO PRETA – conseguindo 1% de assinaturas do estudantes é possível colocar uma pauta no CoG

Proposta: que as organizaçoes tenham direito a uma fala (3 min)
JUVENTUDE ÀS RUAS
Posição completamente favorável a cotas na USP. Proposta: que os estudantes se incorporem no dia 24/04, próxima sexta-feira, à paralisação do SINTUSP e construam o Comando de Mobilização.
OCUPAÇÃO PRETA
O movimento deve pautar cotas, não adianta falar e não propor, não adianta que os negros entrem e não permaneçam.
– RIZOMA
É com a radicalização e unidade do movimento que vamos conseguir cotas. Estamos sem creche e sem bandejão, precisamos construir uma resposta clara. Pela unidade, pela democracia direta que conseguiremos construir o movimento. Contratação é pauta imediata de permanência estudantil. Terceirização e precarização não passarão! Chamar ato para o próximo C.O para continuar a mobilização.
POR
Reitoria é racista, preconceituosa, elitista. Defender a universidade é lutar contra seu desmonte, contra a burocracia. Unidade das três categorias na luta! Defesa de uma assembleia geral universitária. Que seja colocado qual é o papel dessa burocracia. Unidade real no movimento!
– TERRITÓRIO LIVRE
Saudar o espaço, muito tempo sem assembleia geral. Saudam a Ocupação Preta, que fez um ato inédito, radicalizou a luta por cotas. É um ano de crise, façamos uma resistência forte e radical. Ocupação Preta está junto com os trabalhadores. Luta contra o desmonte da universidade. A unidade é essencial. Contra os cortes, cotas já, contra a repressão! Incorporação ao ato de amanhã.
– SEMINÁRIO DE NEGROS E NEGRAS
Vai acontecer no fim de Maio. Proposta: ato fora dos muros da USP em 30/04. Haveria uma Ocupação Preta no CoG, a pauta ia ser FUVEST, mas a reunião foi adiada. Ato dia 13/05. Devemos trazer a periferia pra USP. Cotas já!
Alessandra (GEO)
Capoeira tem origem, tem raça, tem cor. Pede respeito à cultura negra. “A nossa cultura não é rolê!”. Pretos que têm que fazer o rolê acontecer.
– PCO
O Movimento Negro dentro da USP está fortalecido e organizado. A burocracia universitária caducou. Devemos apoiar o ato dos funcionários. Movimento estudantil deve se pautar por suas próprias pautas, a pauta mais imediata são as cotas. Fim do vestibular! Devemos criar um movimento estudantil forte, sem dissolver as pautas. Hoje, devemos pautar a completa destruição do C.O. Os ataques cada vez maiores ao movimento vêm dos setores de direita dentro da USP. Devemos “esmagar” a direita.
QUILOMBO RAÇA E CLASSE
Mais de 50% da população brasileira é negra, mas dentro da universidade, essa porcentagem é de menos de 2%. Adotar cotas é aceitar que existe, sim, racismo na sociedade. A juventude negra tem direito a entrar na universidade. É necessário enegrecer a universidade e o movimento estudantil.
– JUNTOS
Todas as organizações de esquerda devem se questionar, para enegrecer cada vez mais. Todos os militantes têm a teoria de racismo. A pauta principal deve ser a luta contra o racismo. Cotas já!
– RUA
Estamos sofrendo muitos ataques na USP. O Estado e o Brasil são reflexo de uma política racista. Os negros são sempre os que vão sofrer mais com os ataques. As cotas não devem ser uma pauta secundarizada. Devemos pensar em pelo menos 10% de negros, não devemos nos contentar com pouco. Apesar de esta ser uma universidade elitizada, a sociedade tem que ver que estamos lutando para colocar negros aqui dentro. Queremos uma universidade popular.
– DIREITO
Onde está o M.E. na hora de apoiar os negros? Na ocupação da História uma aluna foi perseguida. Onde estão as moções de apoio ao movimento da periferia quando este é de dentro da USP? Usar nosso nome em cartazes e jornal, todo mundo usa. Por mais que várias correntes tenham se colocado contra, vamos colocar cotas. A SanFran foi ocupada e o professor questionou se os pretos estudavam lá. Que as entidades, as chapas, as organizações apoiem a pauta de cotas publicamente.
– Vini (OCUPAÇAO PRETA)
A Ocupação Preta não faz parte de nenhum coletivo, são pessoas pretas que se reuniram para debater suas pautas específicas. Haveria um C.O que discutiria acesso e permanência e a Ocupação queria entrar para participar da discussão. Foi dito que não tinha vaga (desmentido pelos RDs). Estudantes foram presos em uma sala. Primeiro falaram que não tinha lugar, depois falaram que precisava apresentar RG pra entrar. A Ocupação esperou por 2h. Seguranças prenderam estudantes da ocupação em uma sala, sob ameaças. A estudante fotografou os seguranças. Naquele momento, estes abriram a sala. Não é momento de o preto ficar calado, esse momento nunca deveria ter existido. Continuaremos ocupando para obrigar a universidade a falar sobre as nossas pautas. A universidade é nossa.
(independente)
Essa assembleia é histórica: é a primeira com uma mesa completamente negra e convocada pelo movimento negro. Estamos cansados do M.E que não dá a atenção que o movimento negro merece. Há racismo na universidade todos os dias. A Ocupação Preta nasceu porque o M.E não pauta racismo, não pauta a questão negra. Se ontem foi ocupado o C.O, isso é só o começo. Convida os colegas para ajudar na mobilização.
– (História)
Antes de ocupar a FEA, a proposta era fazer ocupação em uma aula da História. O professor da aula descobriu e cancelou a aula mais de uma vez. Depois disso, este professor enviou um e-mail convidando a Ocupação Preta para comparecer a aula, porque ele daria 15 minutos para as pessoas pretas falarem. Nenhuma das pessoas que discordou do posicionamento do professor fez algum questionamento. Ele disse que cancelou a aula porque achou que o movimento fosse radical, extremista e “não sabia que era um movimento negro unificado”.
Jeni (OCUPAÇÃO PRETA)
Convida os pretos e as pretas para participar da mobilização. A auto-organização é total e qualquer preto e preta que quiser colar é bem-vindo e bem-vinda. O espaço é nosso e é muito importante. Não se vê uma galera preta trocando ideia, pessoas pretas andando pela USP normalmente.
– Luiz (Cênicas)
O Brasil é um país racista. Por causa disso, os negros estão na periferia, em lugares precarizados, não estão na USP. Racismo foi gerado por pessoas brancas. Quem tem que acabar com o racismo é o negro? Para ocupar metade das salas de aula, foi necessário chamar pretos de fora, porque na USP não tem preto. Quando rolar a greve, cotas devem ser a pauta principal e deve ser feito um trabalho de base. O protagonismo é nosso.

ENCAMINHAMENTOS
– Propostas do movimento:

cotas já,

fim da terceirização,

contra cortes de permanência

 

PROPOSTA

paralisação dia 30/04
– Ocupação Preta defende que a paralisação seja por cotas
– Proposta de consenso que a paralisação seja dia 30/04. CONSENSO.

Proposta: comando de mobilização dia 24/04 às 18h no vão da História
– Ocupação Preta tem divergência
– Por contraste, ganharam os votos contra a proposta.

Proposta: que o Seminário de Negros e Negras seja incorporado ao calendário geral do M.E
– CONSENSO

Proposta: incorporação ao ato do 07/05 da UNESP na luta por permanência, às 8h

Questão de ordem: que sejam discutidas todas as questões de cotas antes

Questão de ordem: que todas as questões que chegaram à mesa sejam debatidas

Proposta: incorporação ao ato do 07/05 da UNESP na luta por permanência, às 8h
– Aprovada por contraste

Proposta: paralisação dos estudantes no dia do próximo C.O e ato na frente
– CONSENSO

Informe: foram discutidas cotas sociais e raciais no Plano Estadual de Educação (três estaduais paulistas). 27/04 haverá um ato.

Proposta: que os RDs façam pressão em seu curso para que se tire um dia de discussão de cotas raciais
– CONSENSO

Proposta: nota de apoio à Ocupação Preta
– CONSENSO

Proposta: que o M.E. apoie a proposta da Frente Pró-Cotas (25% para negros e indígenas, 25% para estudantes da rede pública, sendo 12,5% para estudantes com renda per capita igual ou inferior 1,5 salário mínimo)
– CONSENSO

Proposta: que o M.E colete as assinaturas para o abaixo-assinado da Ocupação Preta (necessário que 1% da comunidade universitária assine para que se possa encaminhar pautas ao CoG)

Proposta 1: estabelecer teto para 22h
– Proposta 2: garantir que todas as propostas sejam encaminhadas
– Proposta 3: encaminhar as pautas com recorte racial e encerrar
Contraste: Proposta 1 aprovada

Proposta 1: Ocupação Preta defende que a paralisação do dia 30/04 seja por cotas já
– Proposta de consenso: que a paralisação seja por cotas já e contra todo ataque de recorte racial (acesso e permanência)
– Bandeiras da paralisação:
— 1) Cotas já
— x) (RETIRADA)
— 2) Cotas já, contra o desmonte racista da reitoria e por permanência
— x) (RETIRADA)
Proposta 1: 141 votos
Proposta 2: 112 votos

Próxima data para assembleia:
1) 29/04

OU
2) 06/05

 

 

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