Balanço da Gestão do DCE em São Carlos

09 de dezembro de 2014, 10:01

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Dia 30 de novembro, encerrou-se a gestão do DCE-Livre da USP “Para Virar a USP do Avesso”. Findo nosso mandato, vimos primeiramente agradecer aos estudantes de São Carlos e de toda a Universidade pela vitória expressiva no processo eleitoral ocorrido em abril. Fomos a única chapa que colocou de maneira contundente em seu programa os desafios para o movimento estudantil com a crise financeira e política da Universidade, desmascarando o então novo reitor Zago e defendendo uma USP pública, gratuita, democrática e de qualidade.

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Desde o processo de formação de nossa chapa, avaliamos que não cabia, em São Carlos, um Diretório Central dos Estudantes que disputasse espaço com o CAASO – histórica entidade central do campus, referência para todo o movimento estudantil nacional e da USP – ou com as Secretarias Acadêmicas. Pelo contrário, estivemos presentes priorizando os fóruns já existentes do movimento (reuniões do CAASO, Conselhos de Secretarias Acadêmicas, Assembleias Gerais, etc), construindo, ao lado de tais entidades já consolidadas no campus, os espaços de debate e mobilização.

Ao longo do ano, nossa gestão se esforçou para estar presente nas atividades de São Carlos como um todo, procurando sempre se incorporar às lutas pelas pautas e demandas locais e buscando relacioná-las com as questões gerais de toda a universidade. Sem dúvidas, apesar dos avanços, acreditamos que a construção do DCE no campus pode se fazer ainda mais presente em um futuro próximo, fazendo com que o conjunto dos estudantes se aproprie da entidade, em vez de vê-la politicamente distante de seu cotidiano. Neste sentido, destacamos a seguir alguns pontos importantíssimos de nossa curta gestão.

O Comitê de Mobilização, proposto pelo DCE e aprovado em Assembleia Geral do CAASO, conseguiu fazer jus a seu nome e envolver muitos estudantes, por meio de diversas atividades de reflexão sobre o projeto de Universidade apresentado pela reitoria, e de estudo sobre que Universidade queremos, afinal. Através do Comitê, foi possível unir as entidades representativas da comunidade uspiana em São Carlos (DCE, ADUSP, SINTUSP, CAASO, APG, SAs) numa luta comum. Estivemos juntos do CAASO, apoiando e acompanhando a articulação dos funcionários na maior greve da história da Universidade – que durou mais de 110 dias e se expressou, em nosso campus, com maior ênfase no Instituto de Arquitetura e Urbanismo, onde as três categorias pararam.

10653541_759087800835825_3630714981103912765_nPróximos ao fim de nosso mandato, fomos entusiastas da participação de nosso campus na construção do Encontro de Centros Acadêmicos da USP (EnCA). Fomos a São Paulo com a maior delegação dos campi do interior – cerca de 20 pessoas – e pudemos debater amplamente os desafios para o movimento estudantil enfrentados atualmente e previstos para o próximo período. A presença de diversos cursos e entidades estudantis e de debatedores muito qualificados contribuiu para indicar a necessidade de muita luta por mais direitos, em nossa Universidade e em nossa sociedade como um todo.

Em 2013 e 2014, nós, estudantes da USP São Carlos, demonstramos que é possível organizar um movimento democrático e vitorioso. Mesmo com todos os entraves que nos foram impostos no decorrer destes anos, mostramos que estamos prontos, podemos e queremos ser protagonistas no processo de efetivação de uma USP pública, gratuita, de qualidade e a cada dia mais democrática.

 

Gestão Para Virar a USP do Avesso

DCE-Livre da USP 2014

 

 

 

 

 

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