A GREVE NA USP PRECISA VENCER!

06 de agosto de 2014, 11:45

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O 03/08/2014 ficará marcado na história da USP como o dia em que a polícia militar uma vez mais cerceou o direito de manifestação e greve de trabalhadores dentro da universidade. A segunda amanheceu com os policiais coagindo trabalhadores, desmontando piquetes e vigiando assembleias. Ao mesmo tempo, o reitor Zago cortou o ponto de centenas de funcionários, fazendo com que mães e pais de família ficassem sem seu salário do mês. Em uma postura flagrantemente antissindical, que agride claramente o direito constitucional de greve, Zago deixou claro que quer acabar com os impasses na universidade por meio do uso da força, e não da negociação.

A USP está em greve há mais de 70 dias. O estopim desta mobilização foi a proposta de reajuste zero feita aos funcionários e professores como parte dos cortes no orçamento da universidade realizados pelo Reitor Zago no início do ano. Para além de um ataque às condições de vida dos trabalhadores, estamos diante de um verdadeiro processo de precarização das condições de trabalho, ensino e pesquisa.

Desde o início de sua gestão, Zago tem tentado enganar a comunidade universitária se apresentando supostamente como um reitor do diálogo. No entanto, isso cada vez mais se demonstra uma mentira sem tamanho. Durante todo o período da greve, e apesar das reivindicações de diversas congregações de unidade, o reitor se negou a negociar com os funcionários, professores e estudantes para buscar soluções que atendessem às demandas apresentadas pelas três categorias. Foi o único, dentre os reitores das três universidades públicas paulistas em greve, que se ausentou de todas as reuniões após a reabertura das “negociações” em junho. E agora, diante do impasse que ele mesmo criou, assim como Rodas e Alckmin sempre fizeram, está tratando os problemas e as reivindicações legítimas das categorias como caso de polícia. A máscara deste reitor caiu!

Começamos a semana com uma carta de Zago que ignorava a greve, dizendo que a universidade estava em pleno funcionamento e que as aulas retornariam normalmente. Era claro que o reitor apostava na desmobilização dos estudantes. Ora, esta segunda-feira demonstrou que o reitor está muito enganado: as dezenas de atividades com participação de milhares de estudantes, professores e trabalhadores por toda a USP comprovaram que os estudantes estão lado a lado daqueles que constroem a universidade cotidianamente, apoiando suas reivindicações – que também são nossas, uma vez que a precarização das condições de trabalho na universidade atingem igualmente nossas condições de estudo. Nossa resposta à postura de Zago virá na mobilização pela defesa de uma universidade verdadeiramente pública, gratuita e de qualidade!

O DCE-Livre da USP convida a todos para que se somem ao calendário de mobilização. Não aceitaremos que a universidade seja cada vez mais precarizada e que uma greve legítima seja tratada como caso de polícia! Confira e participe das atividades!

 

07/08 – Quinta-FEIRA, 18H, ASSEMBLÉIA GERAL

DOS ESTUDANTES NO VÃO DA HISTORIA E

GEOGRAFIA

 

13/8 – Quarta-FEIRA, 18H, ATO PÚBLICO EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA. Greve não é caso de polícia!

 

14/08 – Ato unificado das universidades estaduais paulistas em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade!

 

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