Imagina a USP na copa… Vamos gritar com todo o Brasil: FIFA go home!

05 de maio de 2014, 17:30

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​Segundo a última pesquisa do Datafolha, 52% do povo brasileiro é a favor de protestar em relação à realização da Copa do Mundo no Brasil e a cada dia aumentam as pessoas que acreditam que a copa nao trara nada de bom para o país. A iminência do megaevento, seus gastos e as mortes de trabalhadores nos estádios cada vez mais colocam em xeque o “legado da copa”, fazendo eco  ao questionamento se será isso mesmo a prioridade que nossos governos deveriam ter, ou se seria investimento em educação, saúde ou transporte que vem das ruas.

​Esse sentimento de indignação se fortaleceu muito em Junho do ano passado, quando, no meio da Copa das Confederações, o governo decidiu aumentar as tarifas de ônibus e metrô, catalisando uma revolta popular que até rebatizou o nome do torneio da FIFA para “Copa das Manifestações”. Esse levante teve um protagonismo singular da juventude que,  com as lições de sua mobilização, hoje se articula agora para consolidar uma agenda de luta que consiga virar do avesso a política do Brasil.
Essa articulação terá resultado nas mobilizações do dia 15 de maio (15M), em uma ação unificada de diversos coletivos de juventude, ativistas, movimentos populares e de trabalhadores. A juventude vai entrar em campo contra os desmandos da FIFA e do governo que, como se não bastassem as remoções em torno de estádios e o saque nos cofres públicos, também retrocede na democracia e no direito à livre manifestação com leis para reprimir quem protesta.

Esse cenário de prioridades invertidas também se relaciona com nossa universidade: em meio a uma situação calamitosa da EACH (que está sem campus desde o começo do ano) e a já anunciada crise orçamentária da USP (ver matéria sobre orçamento), a reitoria diz que o problema está no comprometimento com o salário de professores e funcionários. Ao mesmo tempo corta verba de setores essenciais para o funcionamento da maior universidade do país. O reitor diz estar fazendo todo o possível, porém sabemos que dezenas de funcionários da alta burocracia da USP (inclusive o próprio reitor) recebem salário maior que o permitido por lei.

Temos muitos motivos para movimentar a universidade, exigir educação de qualidade dentro e fora da USP: “FIFA GO HOME”! O 15M é a oportunidade de nos manifestarmos de maneira horizontal e democrática, fazendo uma síntese das demandas da universidade com as lutas gerais que permeiam o conjunto do nosso país! O DCE-Livre da USP irá organizar, durante a semana, atividades nos cursos para prepararmos e construirmos o 15M na USP também. Fique ligado, procure  alguém da gestão do DCE do seu curso e entre em movimento!

 

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