Nota de solidariedade e apoio à família e amigos de Bruna Lino

26 de dezembro de 2013, 20:36

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A estudante do 1º ano da letras, Bruna Lino, faleceu após cair em um fosso de elevador em uma construção abandonada na madrugada do último domingo (15). A estudante (19) estava junto aos amigos esperando os ônibus voltarem a circular para irem embora, depois de saírem de um festa. O corpo de Bruna foi enterrado ontem na cidade onde a família reside, São Bernardo dos Campos.

Apesar da USP ter soltado notas lamentando o acontecimento dentro do campus Butantã, a universidade não quer se responsabilizar pelo ocorrido no último fim de semana. Segundo a nota da universidade, “Esclarecemos que o prédio onde ocorreu a morte da aluna não pertence à Universidade, mas sim ao Instituto Butantan”. A nota ainda coloca a SAS (Superintendência de Assistência Social) a disposição da família da estudante, no entanto, segundo a própria família, a universidade não está dando nenhum tipo de assistência.

O espaço onde a estudante morreu, é muito conhecido pelos estudantes da USP. Por conta disto, a negligência da universidade com o espaço já foi várias vezes questionada. Durante os últimos anos, presenciamos por diversas vezes, grandes eventos de empresas privadas (Marcas de tênis, energéticos, bolachas, etc) e eventos de esportes radicais no espaço, tudo com o aval da Universidade de São Paulo. É um absurdo que diante de uma tragédia como esta, a universidade queira tirar o corpo fora.

Poucas universidades públicas possuem a infraestrutura como a da cidade universitária. Com museus, praças e espaços que poderiam e deveriam ser aproveitados não só pela comunidade acadêmica, mas por toda a população. Com o passar dos anos, a universidade se fechou cada vez mais, restringindo a entrada de pessoas no fim de semana, por exemplo. Isto somado a falta de iluminação em vários pontos da USP e falta de linhas de ônibus que liguem o campus com o resto da cidade, faz com que a universidade de fim de semana se torne um grande espaço fantasma.

Infelizmente, por descaso da universidade com o espaço, um sorriso vermelho (cor de batom preferida de Bruna) foi apagado. A USP tem que se responsabilizar pelo o que aconteceu. Nós não esqueceremos!

 

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