Rodas não pode autorizar a reintegração de posse!

11 de novembro de 2013, 09:21

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Há uma semana, toda comunidade universitária foi surpreendida com uma notícia: a Justiça expediu o pedido de reintegração de posse do prédio da reitoria da USP.

Após semanas de negociação, o reitor mais uma vez demonstrou sua sanha autoritária e repressiva. Com essa medida, evidentemente, Rodas aumentou ainda mais a indignação dos estudantes. O despacho do Tribunal de Justiça de São Paulo deixa claro: cabe ao próprio reitor da USP a autorização para que a polícia entre no campus.

O DCE considera absolutamente inadmissível o uso da força policial dentro da USP. Universidade, para nós, é espaço de diálogo, debate entre ideias e democracia. Em nenhuma hipótese o uso da força pode ser justificado, muito menos em meio a um processo de mobilização legítima dos estudantes e de negociação.

Recentemente, ainda, em todo Brasil, tem ficado claro o papel da Polícia Militar, no uso ilegal, desmedido e inadmissível da violência. Casos como o de Amarildo, no RJ, e Douglas, em SP, são exemplos. Nas próprias manifestações do mês de junho, o estopim da indignação popular explodiu sobretudo contra a violência policial.

Na última semana, o DCE manifestou publicamente seu posicionamento na assembleia geral de estudantes, em que defendemos o encerramento da greve e da ocupação. Avaliamos que a greve conquistou uma vitória política importante, ao obrigar o reitor a negociar e ceder a parte de nossas pautas. Para nós, aquele era o momento de encerrar a greve e a ocupação como métodos da nossa luta, mas seguir a mobilização, ampliando-a, com ainda mais força e utilizando outras ferramentas.

A maioria da assembleia de 06/11 optou pela continuidade da greve e da ocupação, deliberação legítima e que reconhecemos como entidade.

Nesta situação, primeiramente, o DCE deixa claro que a principal culpada pela situação é a reitoria da USP, que insistiu no Mandado de Segurança na Justiça mesmo em meio às negociações. E exigimos que nenhuma repressão policial ocorra dentro da universidade!

Seguiremos lutando pelas vitórias do movimento, defendendo a necessidade de que nossa greve e ocupação, em seus atuais estágios, possam ter conquistas para os estudantes e se encerrar de maneira vitoriosa. Esse é o nosso compromisso.

 

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