Não aceitaremos agressões físicas no movimento estudantil da USP!

09 de novembro de 2013, 13:22

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Nota do DCE-Livre “Alexandre Vanucchi Leme” da USP sobre os casos de agressão protagonizados por militantes do PCO na última assembleia geral de estudantes da USP

O DCE Livre da USP é uma entidade com uma longa e histórica tradição nas mobilizações estudantis no país. Estivemos nas lutas contra a Ditadura Militar, pelo Fora Collor, contra todos os ataques dos governos e reitorias à educação pública, gratuita, democrática e de qualidade. Ocupamos as ruas com a juventude brasileira em junho e construímos com todas as nossas forças a luta pela democratização da USP, que culminou com a greve estudantil atual, de mais de um mês de duração e que já envolveu mais de 50 cursos da universidade.

A longa tradição combativa e democrática do DCE Livre da USP, porém, foi duramente atacada na assembleia geral de estudantes ocorrida no último dia 07 de novembro. Após a finalização da assembleia, na qual os posicionamentos políticos dos diversos coletivos e grupos que constroem o movimento estudantil da universidade puderam ser ouvidos e votados, militantes do PCO (Partido da Causa Operária), destacadamente Rafael Alves, agrediram fisicamente dois ativistas que constroem a atual gestão do DCE Livre. Um dos companheiros falava ao celular quando foi atacado por Rafael, que ameaçou acerta-lo com uma garrafa de vidro quebrada. Outro companheiro, vendo essa situação, correu para impedir a agressão e foi atacado. O camarada teve que receber auxílio hospitalar. Após essa agressão, os demais diretores do DCE reagiram, exigindo que o PCO e Rafael Alves parassem a agressão e se retirassem do local. Rafael se negou e seguiu perseguindo o companheiro do DCE que quase foi agredido com a garrafa. Após algum enfrentamento, os ativistas do DCE e apoiadores se retiraram.

Não é a primeira vez que militantes do PCO utilizam-se do método da agressão física para desmoralizar a atual gestão do DCE. Em abril, mulheres da gestão foram agredidas por André Sarmento, militante deste partido que hoje felizmente já não frequenta a USP (veja nota no link http://www.dceusp.org.br/2013/04/machismo-e-agressao-no-movimento-estudantil-da-usp-nunca-mais-2/). A gestão Não Vou Me Adaptar, eleita democraticamente pela maioria dos estudantes da universidade, vem novamente a público repudiar veementemente este método, que nada tem a ver com a tradição democrática daqueles estudantes que há décadas se organizam para lutar por uma USP melhor.

A agressão a companheiros de luta – quaisquer que sejam seus posicionamentos políticos, sua organização, seu sexo, cor ou orientação sexual – é um método dos nossos inimigos e não pode ser aceito no movimento. Temos fóruns democráticos, como as assembleias, para discutir nossas diferenças. Todos os anos fazemos eleições para discutir os rumos do DCE Livre e eleger uma nova diretoria. Ao agredir os companheiros da atual gestão do DCE, os militantes do PCO não só atacaram a gestão Não Vou me Adaptar, mas feriram profundamente a todo o movimento. Trouxeram para o nosso seio métodos da polícia, da reitoria e da burguesia, que resolvem as diferenças políticas com o uso da força, e dividiram irremediavelmente um movimento que neste exato momento constrói uma luta histórica por democracia na USP.

O DCE Livre convida a todos os ativistas, seja quais forem suas posições, a repudiar as agressões e defender a democracia também no movimento. E, principalmente, deixa claro que basta! Não aceitaremos mais esse tipo de posição! As agressões e a polícia servem à reitoria, não ao movimento! Defenderemos nossos companheiros e defenderemos nossa entidade!

Na próxima quarta feira, dia 13 de novembro, faremos uma nova assembleia geral de estudantes às 18h na FAU. Convidamos a todas e todos a participarem de uma reunião do DCE às 17h, no mesmo local, para organizar a segurança da assembleia, garantindo que nosso fórum democrático ocorra sem agressões e que todos os companheiros – sejam ou não do DCE – tenham sua integridade respeitada.

Basta de agressão! Não aceitaremos mais os métodos violentos e policialescos do PCO!

Democracia na USP e no movimento já!

 

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