Responder a intransigência da reitoria com mobilização: nota sobre audiência de 08/10

08 de outubro de 2013, 23:51

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Ontem, na Fazenda Pública, aconteceu a audiência de conciliação a respeito da ocupação do prédio da reitoria. Estiveram presentes 3 representantes do DCE, 2 da reitoria, 1 da ADUSP e 1 do SINTUSP, além dos respectivos advogados.

Os estudantes em mobilização exigem mais democracia na universidade. Desde o início, em 1 de outubro, em nosso ato por Diretas Já na USP, nos colocamos abertos ao debate a à negociação. Infelizmente, não é esta a postura da reitoria. Já no dia seguinte à mobilização, Rodas entrou com pedido de reintegração de posse do prédio da reitoria. Para o reitor, não há nenhum problema em se repetir, em 2013, as lamentáveis cenas da Tropa de Choque que invadiu a USP em 2011. A justiça, entretanto, indeferiu o pedido.. Ainda assim, Rodas, de maneira absurda, cortou o fornecimento de energia elétrica e água no prédio da reitoria, em um claro desrespeito à manifestação política dos estudantes e irresponsabilidade com a própria preservação do espaço físico da administração da universidade.

Repudiamos veementemente essa postura da reitoria. É obrigação de Rodas reconhecer as legítimas mobilizações em curso na universidade, tratando-as no âmbito político e da negociação. Ao se indispor a isso e desejar o uso da força policial na USP, Rodas deseja transformar a universidade novamente em uma praça de guerra, aumentando, como em 2011, seus conflitos internos. Trata-se de uma postura inadmissível e irresponsável. Esperamos que a Justiça, que até agora não concedeu a reintegração de posse, mantenha seu posicionamento contrário à truculência policial, induzindo o diálogo na universidade.

Na audiência dessa terça-feira, a reitoria permaneceu contrária a abrir negociações. Segundo eles, não se negocia enquanto o prédio da reitoria estiver ocupado. Um absurdo: que tipo de diálogo quer Rodas, se não reconhece as manifestações estudantis e seus métodos como legítimos? Mesmo sem considerá-los legítimos, como pode a reitoria cortar a luz e a água de um prédio onde centenas de estudantes cotidianamente desenvolvem atividades políticas e culturais? Como se sentiria Rodas, por exemplo, caso não tivesse hoje em sua casa luz elétrica e água encanada? Isso é correto? Não vamos admitir a truculência do reitor da USP!

Por isso, deixamos clara nossa saída: mobilização. Assim como em junho, queremos tomar as ruas da cidade. Hoje, às 16h no vão do MASP, teremos a concentração para o GRANDE ato dos estudantes da USP, em unidade com a UNICAMP, no qual caminharemos até a ALESP, onde os reitores das estaduais paulistas e Alckmin estão convocados para uma audiência pública.

Rodas e Alckmin terão de nós ouvir. E atender às nossas reivindicações. Caso contrário, estaremos cada vez mais nas ruas e em mobilização. Democracia na USP já!

DCE-Livre da USP – Alexandre Vannucchi Leme

 

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