DCE exigirá reunião com Alckmin em 15/10

13 de outubro de 2013, 22:27

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Desde 01/10, os estudantes da USP estão em greve e ocupando a reitoria da universidade. O movimento só cresce. Mais de 30 cursos estão completamente paralisados, além de muitos outros apoiando. assembleias massivas acontecem.

Acreditamos que a responsabilidade pela falta de democracia na USP e o descaso com a educação seja não somente da reitoria da USP, mas também do governo do Estado. Hoje, o PSDB enxerga a USP como seu “quintal”, fazendo o que bem entende com a universidade. Uma grande demonstração disso é a lista tríplice para a escolha de reitores, que os estudantes exigem que seja extinta.

Nesse momento, nossa reivindicação é clara: queremos a abertura imediata de negociações. A resolução dos conflitos atuais na UNICAMP, outra universidade estadual paulista, demonstra como somente a via do diálogo pode apresentar saídas satisfatórias. Num momento em que até mesmo a Justiça reconhece a legitimidade das manifestações estudantis, queremos ser recebidos imediatamente pela reitoria da USP, para que esta tome conhecimento e atenda às demandas estudantis.

Ao mesmo tempo, queremos ser recebidos, pelo governador do Estado. Por isso, em 15/10, realizaremos um ato, saindo às 17h do Largo da Batata rumo ao Palácio dos Bandeirantes. Foi aprovado em Conselho de Centros Acadêmicos, também na comissão de comunicação da reitoria ocupada, e redigido pelo Diretório Central dos Estudantes da USP, uma carta aberta a Geraldo Alckmin, solicitando que o movimento seja recebido na terça-feira.

Veja em seguida a carta:

Carta aberta ao governador Geraldo Alckmin

Como é de conhecimento público, no dia 01 de outubro de 2013, estudantes da USP realizaram ocupação do prédio da reitoria da universidade. O fato ocorreu após inúmeras tentativas institucionais, da parte da comunidade acadêmica e suas entidades representativas, em participar do debate sobre a democracia interna da USP.

O movimento realizou plebiscitos consultando a comunidade sobre as eleições diretas para reitor, protocolou suas propostas e solicitou que este tema, que diz respeito a toda a comunidade, fosse debatido em reunião aberta de Conselho Universitário.

A reitoria se negou a ouvir os estudantes, professores e funcionários. Diante da ocupação do prédio, insiste em negar o diálogo ou qualquer tentativa de negociação, como se pôde constar em audiência de conciliação promovida pela Justiça na tarde de 08 de Outubro. O pedido de reintegração de posse, por parte da reitoria, foi negado pela Justiça, que reconheceu as manifestações como legítimas. Hoje, são mais de 30 cursos em greve, milhares de estudantes mobilizados e muitas declarações de apoio, inclusive de parlamentares.

Entendemos como positiva a medida tomada pelo judiciário e reiteramos a insistência de nossa parte pelo diálogo. Não admitiremos que seja utilizado, novamente, aparato policial nas dependências da USP – o que em nada contribui para a resolução do conflito. Solicitamos que se abra uma mesa de negociação, a ser agendada para o dia 15 de outubro, no palácio dos bandeirantes, para que as vozes da comunidade acadêmica sejam ouvidas.

Atenciosamente,

DCE-Livre da USP – Alexandre Vannucchi Leme
Conselho de Centros Acadêmicos da USP

 

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