Jornal do DCE – maio de 2013

13 de maio de 2013, 19:49

Compartilhe:

O novo jornal do DCE está saindo. Nos próximos dias ele será impresso e distribuído por toda a Universidade! Confira aqui os textos!

O golpe da reitoria na Comissão da Verdade da USP

 Desde o final de 2012, o movimento social na universidade tem impulsionado uma grande campanha pela criação da Comissão da COMISSAOVerdade da USP. Após ampla mobilização, que culminou na realização de um abaixo-assinado com quase 5000 assinaturas pela criação da comissão, a reitoria aceitou iniciar a negociação para sua implementação, nos moldes reivindicados pelo movimento. Assim, os funcionários, professores e estudantes se organizaram para eleger representantes de suas respectivas categorias para participar da comissão.

No último dia 07/05, porém, a comunidade universitária foi surpreendida por um absurdo acontecimento: a reitoria, do dia pra noite, passando por cima de toda a mobilização, instituiu por meio de uma portaria sua própria Comissão da Verdade, em um formato absolutamente diferente daquele reivindicado desde o início. Tendo seus membros e funcionamento escolhidos diretamente por Rodas, esta nova comissão não é independente e democrática, condição para que possa investigar o papel que a USP e seus membros cumpriram durante a ditadura no Brasil. É, na verdade, uma Comissão da própria reitoria, instalada a partir de mais um arroubo autoritário e averso ao diálogo da parte da Rodas.

Medidas como estas são a prova do quanto a universidade carece de democracia. É graças à estrutura de poder arcaica, que ainda hoje rege a USP, que esse tipo de golpe se torna possível. Por isso, o movimento, a partir do Fórum Aberto pela Democratização da USP, está organizando um ato público na semana que vem, em data a ser definida, em defesa de uma Comissão da Verdade democrática na USP e contra o golpe de Rodas, com a presença dos membros legitimamente eleitos pelas categorias, intelectuais e apoiadores. Fique ligado e participe!

Para não eleger um novo Rodas, em 2013 queremos eleições diretas para reitor!

O golpe contra a Comissão da Verdade da USP, longe de ser um fato isolado, faz parte de um conjunto de práticas autoritárias características de nossa atual gestão de reitoria. O mandato de João Grandino Rodas tem sido marcado por gastos exorbitantes de verba pública em obras faraônicas, restrição à circulação de ônibus no interior dos Campi, tentativas de redução de vagas em cursos com pouco apelo mercadológico, o PIMESP, perseguição política a funcionários, estudantes e professores e outras medidas complicadas.

Felizmente, neste ano o mandato de Rodas terminará. No entanto, graças a esta estrutura de poder engessada, nada garante que alguém tão ruim quanto ele seja eleito. Enquanto a USP tiver um sistema eleitoral no qual menos de 2% da comunidade universitária tem direito a voto nas eleições, e que no final é o governador quem escolhe o reitor, continuaremos sujeitos a gestões desse tipo. No ano passado, os estudantes deram seu recado sobre isso: no XI Congresso de estudantes da USP e no plebiscito pelas eleições diretas, ficou claro que o movimento estudantil não está disposto a aceitar um novo Rodas!

Assim, em um ano eleitoral tão importante como este, o DCE convida todos estudantes a construir, junto à professores e funcionários, uma grande campanha pelas eleições diretas para reitor. Para fazer frente a esta velha estrutura de poder, queremos articular com ADUSP, SINTUSP e APG um candidato unificado do movimento que defenda um programa de universidade verdadeiramente pública, gratuita e de qualidade. Esse tema será pautado no próximo Conselho de Centros Acadêmicos, no dia 18/05.

Cotas SIM! PIMESP NÃO!

No mês passado, contrariando as reivindicações dos movimentos sociais de dentro e fora da universidade, a UNESP aprovou do dia pra noite o Projeto de Inclusão por Mérito no Ensino Superior Público Paulista (PIMESP), que vem sendo imposto desde o final do ano passado por Alckmin e pelas reitorias às universidades estaduais paulistas.

O PIMESP, longe de proporcionar uma maior inclusão de setores da população historicamente marginalizados do acesso ao ensino superior, cria um curso semipresencial (chamado de “college”) de dois anos para que o estudante finalmente, depois de realizar mais uma prova, possa acessar a universidade. Na prática, este curso é uma ante-sala, uma barreira a mais para que o estudante negro e pobre consiga cursar o ensino superior nas estaduais paulistas.

Na USP, desde o início do ano, várias faculdades já se posicionaram contrariamente ao PIMESP em suas congregações. Porém, a palavra final sobre a implementação ou não do programa ainda será definida no Conselho Universitário (CO). Logo, devemos ficar atentos: assim como aconteceu na UNESP, nada impede que Rodas atropele as congregações e os movimentos sociais e aprove o PIMESP do dia para a noite.

O movimento estudantil da USP já deliberou pela exigência de que o próximo CO, que debaterá o tema, seja aberto à participação de todos. Nele, é fundamental que exijamos, juntamente com os funcionários, professores e movimentos sociais, como a Frente Pró-Cotas da USP e do estado de São Paulo, a reprovação final do PIMESP e uma verdadeira proposta de cotas, que seja de fato inclusiva e que, principalmente, combata o racismo, verdadeira razão para o fato de termos menos de 14% negros entre os estudantes e apenas 1% entre professores!

Não ao PIMESP e sim às cotas sociais e raciais na USP!

Encontro de Centros Acadêmicos e Encontro de Mulheres Estudantes

lola            No último período, a USP tem sido palco de diversos casos inaceitáveis de machismo, incluindo ocorrências de agressão e abuso sexual. Por isso, visando dar uma resposta política à altura da gravidade da situação, o último Conselho de Centros Acadêmicos aprovou a realização do segundo EME – Encontro de Mulheres Estudantes. Este será um espaço auto-organizado (portanto, só de mulheres) de discussão e formulação coletiva para que se possa avançar na luta contra o machismo e a opressão.

            Também no sentido de reorganizar o movimento estudantil, o DCE levará ao próximo CCA a proposta de se organizar o ENCA – Encontro de Centros Acadêmicos. Este poderá ser um espaço vital de acúmulo e de armação da mobilização em torno dos grandes temas que tem pautado o cotidiano da universidade como a questão do PIMESP e das cotas, e as eleições para reitor (que ocorrerão no segundo semestre desse ano).

            Estas atividades são abertas a quem quiser participar. Procure seu Centro Acadêmico ou o DCE e se informe!

 

Chega de sufoco! Estudante não é sardinha! Ampliação do BUSP na USP!

Nas universidades é responsabilidade das reitorias garantir que os estudantes consigam frequentar as aulas com qualidade, por issobusp temos bandejão, meia-tarifa no transporte, blocos para moradia etc, isto é assistência estudantil. No entanto, no país inteiro as prioridades dos governos e reitorias não é investir nisso, na USP não é diferente, o nosso pior exemplo é nos circulares. Quantas vezes vemos passar no ponto um, dois, até três BUSPs para conseguir entrar e ir para casa? Isso acontece porque a reitoria da universidade autorizou o corte de várias linhas que entravam na cidade universitária, isso sobrecarregou os circulares!

E, por mais que o governo Alckmin e o Rodas ignorem, esse serviços deve ser garantido pela própria universidade. Por isso, para acabar com o sufoco diário para chegar e sair da USP exigimos da reitoria e dos governos da cidade e do estado a volta das linhas retiradas, além do aumento da quantidade de circulares! E não aceitamos a resposta da reitoria de culpa apenas a SPtrans, isso porque foi o Rodas que decidiu vender nosso transporte circular as empresas privadas, no caso a Gato Preto, a USP é pública e nosso circular deve ser financiado pelo dinheiro público, queremos mais BUSP sem privatização!

 

Participe do 53º CONUNE!

Nos dias 16 a 19 de abril, aconteceu na USP inteira as eleições de delegad@s para o 53º Congresso Nacional da UNE. A universidade foi tomada pelo debate dos rumos do movimento estudantil nacional. Nos 7 campi da universidade, nas 4 unidades da capital e em mais de 25 cursos do campus Butantã, a participação dos estudantes foi expressiva, atingindo e superando significativamente o quórum das eleições!

5261 estudantes participaram das eleições, e a chapa De que lado você samba? – Oposição de Esquerda saiu vitoriosa com 62% do total de votos!

Com esse resultado, a USP terá direito à sua delegação máxima ao 53º Congresso Nacional da UNE (CONUNE), que acontecerá de 29 de maio a 02 de junho em Goiânia-GO e os 67 delegados serão distrbuídos de acordo com a proporção de votos que cada chapa obteve.

O DCE está organizando ônibus para levar a delegação da USP e os demais estudantes que se interessem em conhecer e acompanhar o CONUNE. Caso você tenha vontade em ir conosco, mande um email para dce@dceusp.org.br manifestando seu interesse.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *