Boletim Eletrônico do DCE – Abril de 2013

09 de abril de 2013, 17:18

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Nós, do DCE-Livre da USP, lutamos com os diversos CAs e estudantes por uma universidade pública, gratuita e de qualidade, cuja composição social de fato seja representativa da população negra e pobre do Estado de São Paulo, em que possamos votar pra reitor, em que a comunidade acadêmica possa se expressar politicamente e decidir os rumos da instituição. Sob o último ano de mandato do reitor Rodas, a necessidade urgente de um processo de democratização ampla da USP se reapresenta de forma ainda mais intensa. Reivindicações históricas importantes, levantadas pelo movimento estudantil, de professores e de funcionários, foram sistematicamente negadas nos últimos anos, e em 2013 a direção da universidade pretende avançar no seu projeto de uma USP fechada à população, de uma falsa meritocracia de privilégios, onde o conflito de ideias inexiste e quem discorda da voz uníssona da reitoria e do governo estadual é perseguido judicialmente e criminalizado.

Neste Boletim do DCE, tratamos da mobilização dos estudantes contra o PIMESP e por cotas raciais já na USP, da grave situação do transporte público na nossa universidade, da luta contra os processos movidos pelo MP-SP, e da construção da Marcha Nacional de Brasília. Para participar da construção de cada uma dessas lutas, participe das atividades de seu Centro Acadêmico, venha para a Assembleia Geral desta quinta (11/04), às 18h no vão da História e Geografia e acompanhe as reuniões ordinárias do DCE, todas as sextas, às 18h, na sede da entidade (ao lado do Restaurante Central, campus Butantã).

Luta conta o PIMESP avança: Congregações, departamentos e Unidades dizem não ao PIMESP!

O Programa de Inclusão com mérito do Estado de São Paulo tem gerado muito indignação entre professores, estudantes e movimentomina sociais. Inúmeras iniciativas e atos, debates, audiências públicas e manifestações contrárias ao projeto foram tomadas desde que foi anunciado que as Unidades da USP teriam que discuti-lo para que pudesse ser aprovado até o fim do primeiro semestre de 2013. Para desagravo dos reitores das Estaduais Paulistas e do Governador o debate que o DCE e diversos movimentos sociais estão travando acerca do PIMESP tem avançado: além de diversos intelectuais, muitas Unidades e Congregações da USP são contrárias ao projeto e deliberaram pelo PIMESP NÃO em suas reuniões! Mais do que isso: boa parte deles indica a aplicação de um projeto real de Cotas na Universidade como programa de inclusão da população negra e pobre do Estado. Diante de tantas manifestações e da organização estudantil, é inadmissível que a reitoria ou o governo queiram mais uma vez virar as costas às muitas vozes que se opõem ao projeto e, por isso, seguimos nos organizando para que o projeto seja barrado na USP!

Confira as Congregações e Unidades contrárias ao projeto: Congregação da Faculdade de Odontologia, Direito, FFLCH, Medicina de Ribeirão Preto, Biologia, IME, Psicologia, Saúde Pública, Departamento de Filosofia, Departamento de Antropologia e Escola de Engenharia de São Carlos. Além disso, em plebiscito, os estudantes da POLI disseram não ao projeto!

Estudante não é sardinha! Pela volta das três linhas de circulares que foram retiradas da USP

busaoNo dia 27/03 ocorreu uma reunião usual entre a USP e a SPTRANS. O DCE, apoiado pela indignação dos estudantes, expressa tanto no abaixo-assinado contra o corte das linhas como nas centenas de reclamações que a Ouvidoria da USP e da SPTRANS têm recebido nos últimos meses sobre a lotação dos ônibus, conseguiu participar da reunião. A USP e a SPTRANS definiram poucas iniciativas sobre o problema do transporte público na USP e simplesmente não quiseram debater o central do momento: a volta das três linhas de ônibus que inesperadamente foram tiradas de circulação (Aclimação-Cid. Universitária, Tucuruvi-Cid. Universitária e 177P Santana-Butantã USP). A retirada dessas linhas levou a um aumento na utilização do BUSP, por isso é insuportável pegar circular diariamente para chegar e sair da USP.

O caos do transporte na USP é de responsabilidade da reitoria da universidade e da prefeitura da cidade. Assim como em toda São Paulo, na USP está cada vez mais difícil depender dos ônibus. Hoje há apenas nove ônibus em cada linha do circular. Segundo a própria SPTRANS, e a notícia divulgada recentemente no Estadão, a linha do Circular da USP é a mais lotada da metrópole. A quantidade de passageiros transportados por dia está na faixa dos 1600, sendo que linhas que percorrem quilometragens parecidas na cidade têm em média 800 passageiros por viagem!

Essa é uma discussão importante em nossa universidade, pois atualmente está se debatendo a possibilidade, por parte do prefeito Haddad, de aumentar as passagens de ônibus e metrô em São Paulo. Não queremos nem aumento, nem lotação! Essa possibilidade de encarecer a tarifa, a retirada de linhas sem consulta prévia a comunidade, a péssima qualidade nos serviços têm como causa o desleixo de Haddad com a população que precisa de transporte público. Na USP não é diferente, o Rodas não usa o BUSP! Ao extinguir o circular gratuito e substitui-lo pelo BUSP, a reitoria terceirizou um serviço à prefeitura que seria de sua responsabilidade. O que antes era gratuito passou a ser pago, pois a passagem que supostamente não pagamos por termos o BUSP é pago pela própria reitoria à SPTRANS, que por sua vez repassa à empresa da frota dos circulares, a Gato Preto.

O que precisamos é que a prefeitura e a reitoria se preocupem com os usuários de ônibus ao invés de garantir os lucros dos empresários dos transportes. Queremos a volta imediata das linhas cortadas da USP e a ampliação do BUSP, de modo que ele seja gratuito e para todos! Para isso o DCE vai seguir na campanha, para ampliar o transporte público na USP e lutar para evitar o aumento das tarifas na cidade de São Paulo.

Tribunal de Justiça recebe as mais de seis mil assinaturas contra a acusação de formação de quadrilha aos 72 estudantes da USP

matheusPara avançarmos na luta contra a acusação da promotora Eliana Passareli de formação de quadrilha a 72 estudantes que se organizam no movimento estudantil, o DCE em conjunto com Centros Acadêmicos organizou um ato no dia 20 de março de entrega do abaixo-assinado que contém mais de seis mil assinaturas que repudiam a criminalização daqueles que lutam por democracia na Universidade em frente ao TJ, uma das deliberações da última assembleia geral. O ato reuniu centenas de pessoas e tinha como exigência o arquivamento do processo aos 72 estudantes. O juiz Rodrigo Capez, Juiz Assessor da Presidência do TJ-SP, recebeu uma comissão de estudantes e o abaixo-assinado, que será encaminhado ao juiz responsável por dar continuidade ã ação da promotora.

Este foi mais um importante passo do DCE e dos estudantes da USP, que desde as férias se organizam junto a outros diversos setores da sociedade na luta contra a criminalização do movimento e por Democracia na USP. Mas ainda precisamos avançar. Iremos à marcha em Brasília que ocorrerá no dia 24/04, entregar no Ministério da Justiça um manifesto contra a criminalização dos movimentos sociais, juntamente com uma cópia do abaixo-assinado, a luta contra repressão na USP é uma luta de todos, por isso reforçamos o convite: Todos à assembleia do dia 11/04 para tirarmos novas iniciativas de mobilização. Movimento Estudantil não é quadrilha!

DCE da USP faz um importante convite: Participe do 53º Congresso da UNE!

De 29 de maio a 02 de junho de 2013, acontecerá em Goiânia-GO, o 53º Congresso Nacional da União Nacional dos Estudantes (CONUNE). O DCE constrói o Congresso da UNE. Para participar, procure um diretor da entidade, acompanhe o calendário de eleições de delegados do CONUNE na USP e vá conosco à Goiânia! O DCE já está encaminhando os ônibus para delegação da USP.

Inscrição das chapas para tiragem de delegados: 10 de abril.
Eleições: 15 a 19 de abril.

conune

Ir à Brasília para derrubar Feliciano!

No dia 24/04 ocorrerá uma marcha em Brasília contra a política econômica do governo federal, pois o governo Dilma está planejando uma série de medidas que flexibiliza os direitos dos trabalhadores, como a proposta de  um acordo coletivo especial (ACE). O objetivo da marcha é defender os nossos direitos do futuro. E como todo ataque é mais severo aos oprimidos, não poderíamos deixar de pautar na marcha o tema da presidência da Comissão de direitos humanos, hoje nas mãos do homofóbico Marco Feliciano. Esse debate tem levado às ruas milhares de jovens, artistas, trabalhadores de todas as áreas, todos dizendo #Feliciano Não me representa! Queremos aproveitar a unidade das lutas em Brasília para derrubar Feliciano e mostrar que os estudantes da USP querem uma política livre de corruptos como Renan Calheiros e Sarneys e homofóbicos e racistas como Malafaias e Felicianos. Todos à Brasília para defender nossos direitos de amanhã e somar forças no Fora Feliciano. Para garantir vaga no ônibus, fale com o diretor do DCE do seu curso.

 

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