Nota sobre o evento “Venha bater na minha cara!”

17 de agosto de 2012, 18:17

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A gestão Não vou me adaptar do DCE Livre da USP vem a público exigir um posicionamento da Direção da Universidade de São Paulo a respeito da organização de um evento intitulado Venha bater na minha cara!, cujo intuito é insultar as mulheres que se incomodam com as ofensas e as diversas formas violência que sofrem diariamente por parte dos homens. O que aparenta ser uma piada se evidencia enquanto incitação e prática violenta no evento do facebook que divulga tal festa: está repleto de ofensas, declarações e incitação ao ódio e violência a mulheres, negr@s e homossexuais por parte dos seus organizadores e participantes.

Nos últimos meses, as festas e os espaços de vivência da USP têm sido proibidas pelas Diretorias de Unidade, o que causa grande repercussão e indignação entre estudantes e suas Atléticas, Centros Acadêmicos e DCE, por entenderem que os espaços públicos da Universidade devem ser ocupados pela população, por serem as festas fonte de financiamento das entidades e porque não há motivo para que bebidas e festas sejam proibidas se em toda sociedade a socialização e confraternização são parte do cotidiano dos jovens. Diante dessa absurda conjuntura de ofensiva à confraternização entre os estudantes, é inadimssível que a a mesma Universidade considere natural um evento organizado dentro do Campus cujo conteúdo é de incitação à violância contra setores oprimidos na soceidade.Em 2009, um evento organizado por estudantes da Farmácia que incitava as pessoas a jogarem fezes nos homossexuais foi publicamente considerado “natural” pelo reitor João Grandino Rodas. Esperamos que desta vez a Universidade tenha um posicionamento público contrário à violência contra as mulheres, negros e homossexuais e que atenda à reivindicação das mulheres auto-organizadas das entidades, da Frente Feminista e dos coletivos feministas da USP. Além disso, exigimos por parte da Universidade a melhoria no seu sistema de iluminação e contratação de uma Guarda Universitária feminina capacitada a atender às estudantes vítimas de violência no ampus. A Universidade de São Paulo deve ser um espaço de libedade e respeito e, portanto, deve ser protagonista no combate a todas formas de opressão e intolerância.

DCE-Livre da USP
Gestão “Não Vou Me Adaptar”

 

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