Audiência pública com reitor conquista avanços importantes para a resolução dos problemas da EEL-USP

01 de setembro de 2011, 01:27

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Na manhã desta terça-feira, 30 de agosto, aconteceu uma audiência pública no Auditório Camargo Guarnieri, com o reitor da USP João Grandino Rodas. A audiência foi conquistada após o protesto de servidores e estudantes da Escola de Engenharia de Lorena da USP (EEL-USP), em frente à reitoria, no campus da capital. O feito do dia de ontem foi semelhante ao grande ato realizado em Lorena na semana passada, no dia 22 de agosto, que reuniu mais de 300 pessoas no centro da cidade  exigindo maior responsabilidade por parte da reitoria da Universidade e do próprio governo do estado com a recém unidade da USP no Vale do Paraíba.

A audiência teve conquistas importantes. A primeira, sem dúvida, foi uma demonstração para o reitor de que a mobilização segue forte e que medidas concretas devem ser tomadas imediatamente. Outra iniciativa importante, essa encabeçada pelo DCE, DA e, principalmente, pela comissão de mobilização formada pelos estudantes de Lorena, foi a entrega de um abaixo assinado com mais de 1500 assinaturas com as reivindicações do movimento. O reitor se responsabilizou, conforme consta na ata da reunião, a encaminhar o documento para o governador Geraldo Alckmin.

O fato que mais chamou atenção, em mais esse dia de protesto, foi a ampla e decisiva participação da juventude universitária. O auditório estava repleto de caras jovens, as quais estavam ali para demonstrar mais do que uma simples solidariedade ao movimento dos servidores. Faixas produzidas por eles diziam: “E agora Geraldo?”, “Alckmin, deixa eu virar engenheiro!” e “Estudar com qualidade, trabalhar com dignidade”. Apesar de a reivindicação ser estritamente dos trabalhadores, há uma consciência disseminada entre os estudantes que a qualidade do ensino na universidade passa, necessariamente, pela valorização e reconhecimento do trabalho dos funcionários. Além disso, as intervenções explicitaram, de maneira contundente, a preocupação com a qualidade do seu ensino, principalmente no que tange às questões de permanência estudantil.

Esse ato bastante expressivo aponta, agora, para novas iniciativas e prepara o movimento para novos desafios. O próximo passo, portanto, será o de massificar e ampliar as manifestações para mais lugares. O objetivo é pressionar, não só o reitor da USP João Grandino Rodas, mas também o governador Geraldo Alckmin para que essa situação seja resolvida imediatamente e que as atividades acadêmicas possam voltar ao normal, com servidores trabalhando com dignidade e estudantes estudando com qualidade.

Entenda o que está acontecendo no campus de Lorena

 

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